Wednesday, June 21, 2006

Os serás de Bea(Cris)

Quero não mais me espalhar por aí - espelho quebrado cujos caquinhos brilhantes atraem estranhos que me tomam pra si.
Eu me quero de volta, agora.
Preciso ir, preciso andar, me ajuntar, colar-me uma vez mais.
E que ninguém se machuque com os estilhaços.
Digo isso por já não saber avisar; me confessar objeto cortante.
Não sei porque não sou; agora sei: estou.
E tenho pressa de voltar a ser, toda, estar de outro modo. E esquecer.
"Perda de efeitos ex tunc".
(...)
Medo do "não mais". De estar irremediavelmente homeopática pelo mundo que não é meu. Já ingerida e digerida. Reduzida.

(...)

- Nã, nã, nã! Impossível. Fonte inesgotável, lembra? Não posso me afetar. Não podem me atingir atirando ao alvo errado. Eis o segredo:
"Quem sabe o que arde em mim SOU EU: uma ferida exposta ao álcool dos olhares fúteis"
A estes, que nada vêem, restam-lhes os serás de Bea(Cris).
Pista trocada.
E que Deus me ajude.

Tuesday, March 21, 2006

as frases de março fechando o verão:

eu jamais minto. exceto no amor e na guerra.

[21:44h. aula de filosofia política]

Sunday, March 19, 2006

tum tum tum

Está faltando alguma coisa...

Tuesday, February 28, 2006

rascunho

Em todo prazer cabe um pouco de dor. e há. esperar. e eu sei? dúvidas. mudar o corte. mas não agora. espero então. detalhes, gestos. tudo meu mundo. cores. sons, sabores. cheiros! cheiro de roupa. cheiro de pele. cheiro de coisas. tempos. feliz pelo dia. feliz pela noite. para a dor, a morte e o lidar com. para o prazer, o desfrute e o gozar de. homens e música. mulheres e teorias. narcisa, narcisa. sou. é. preto quando branco. branco quando preto. silêncio quando silêncio. viva! observa. os barulhos, os meios e os resultados. os meios. aplaude, grita. merda, porra! ferir por descuido ou vingança. acontece. ninguém morre em mim. esqueço, canso. esqueci. já deu.
existe um mundo de coisas que eu não amo porque ainda não conheci.
eu sou grande!

Tuesday, February 21, 2006

janela.

Primeiro viu suas coisas todas espalhadas pelo quarto. As havaianas, a saia, o sutiã. Os pés, as pernas, o cheiro, o cabelo. O sorriso. Tanto dia pela frente e ele começara assim, mergulhado nas coisas dela. A sorte dessa vida ele tem feito, mas às vezes se pegava alheado, voltando no tempo, pensando no ontem, partindo pra o que não há mais. É duro ser forte, peitar as incertezas, passar por cima das lágrimas, das gotas muitas que ainda lhe correm o rosto quando a luz é baixa e o silêncio é grande. Desse pacto que fez consigo mesmo, acredita buscar ser feliz, cuidar do que há no peito não é tão doce como as músicas que houve. Mas se precisar ele grita, canta, pra morrer e matar, num duelo único e incansável que é esquecê-la. E sobreviver. Levanta da cama pra mais um sol, afasta dos olhos a blusa, a boca, os sussurros dela; e finge não ouvir, que no canto da janela lá está ela; falando todas as bobagens que ele um dia viveu. E o coração...Ali, batendo.

Tuesday, February 07, 2006

Mensagem

Livraria,
Página 75, cap. XIII, Aritmética - Young,Fernanda.
gripada = calada.

Friday, February 03, 2006

etc.

Um dia, tomara ser, serei velhinha. Los Hermanos será assunto gasto. Música da vovó.
No mais, eu só preciso ter fé e ver coragem
porque um dia a gente sai de moda
e precisa de todo o cuidado.
"Deixo tudo assim, não me acanho em ver vaidade em mim.
Eu digo o que condiz. Eu gosto é do estrago. Sei do escândalo e eles têm razão
quando vêm dizer que eu não sei medir nem tempo e nem medo."
L.H.