Os serás de Bea(Cris)
Eu me quero de volta, agora.
Preciso ir, preciso andar, me ajuntar, colar-me uma vez mais.
E que ninguém se machuque com os estilhaços.
Digo isso por já não saber avisar; me confessar objeto cortante.
Não sei porque não sou; agora sei: estou.
E tenho pressa de voltar a ser, toda, estar de outro modo. E esquecer.
"Perda de efeitos ex tunc".
(...)
Medo do "não mais". De estar irremediavelmente homeopática pelo mundo que não é meu. Já ingerida e digerida. Reduzida.
(...)
- Nã, nã, nã! Impossível. Fonte inesgotável, lembra? Não posso me afetar. Não podem me atingir atirando ao alvo errado. Eis o segredo:
"Quem sabe o que arde em mim SOU EU: uma ferida exposta ao álcool dos olhares fúteis"
A estes, que nada vêem, restam-lhes os serás de Bea(Cris).
Pista trocada.
E que Deus me ajude.

